Cerca de 51% dos votos, uma pequena diferença de 187.196 votos, derrotou o projeto de “superpoderes” do presidente Hugo Chávez. O povo venezuelano ainda está dividido. Mas a democracia permanecerá naquele país.
Tudo transcorreu normalmente no dia em que os venezuelanos foram às urnas. As zonas eleitorais foram fechadas às 16h local (18h de Brasília). Cerca de 16 milhões de eleitores convocados às urnas. No entanto, segundo dados oficiais, 9.002.439 venezuelanos compareceram às urnas.
Para o presidente Chávez, a reforma constitucional proposta daria mais “poder ao povo”. Após a divulgação oficial do resultado, ele, imediatamente, foi à TV reconhecer sua derrota. ”Agradeço aos compatriotas que votaram pelas minhas propostas e também aos que votaram contra elas, pois deram uma grande demonstração de democracia”, disse Chávez. “Estamos orgulhosos do que fizemos, das nossas posições, do respeito às opiniões diferentes. Reconhecemos a decisão que foi tomada pelo povo”. Ele ressaltou, ainda, que respeitará a Constituição atual. O presidente Hugo Chávez declarou ainda: “Espero que não haja nenhuma dúvida de que reconhecemos a derrota. Isso nos traz lições e a principal delas, para os setores da oposição, é que se dêem conta de que é possível e este é o caminho”. A oposição via as reformas de Chávez como um instrumento para estabelecer um “socialismo autoritário”.
Nos Estados Unidos a repercussão da notícia foi grande. O assessor do presidente George Bush, Nicholas Burns, afirmou, durante uma entrevista ao canal News Asia, que a derrota de Chávez “é uma notícia positiva. Ao que parece, foi uma vitória dos cidadãos da Venezuela.”












Maurício Araya é jornalista e redator do portal 










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