O único candidato à presidência do Senado Federal, Garibaldi Alves (PMDB/RN) deve ser eleito hoje. A sessão acontece ao meio-dia desta quarta-feira (12). Mas Garibaldi, pelo jeito, vai enfrentar problemas antes mesmo de tomar o posto de Renan Calheiros (PMDB/AL): sua campanha eleitoral de 2002 está sendo investigada pela Promotoria do Ministério Público do Rio Grande do Norte. A denúncia foi feita pelo jornal Folha de São Paulo, na edição desta quarta-feira. A campanha eleitoral de Garibaldi, segundo o jornal, em conjunto com Fernando Freire (candidato ao governo do estado) foi financiada por, pelo menos, R$ 210 mil dos cofres públicos. O candidato à presidência do Senado, no entanto, não deve ter problemas para ser eleito à sucessão de Renan. É que além de contar com o apoio do seu partido, Garibaldi conta ainda com o PSDB e Democratas para se eleger com, no mínimo, 41 votos.
Outra pauta deve ser votada nesta quarta-feira no Senado: a prorrogação, até 2011, da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). A votação deveria ter ocorrido ontem. São necessários votos de 49 senadores. Para isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que sua base aliada vote a favor da prorrogação do “imposto do cheque”. A aprovação da prorrogação do tributo tem ainda um obstáculo a ser vencido: PSDB e Democratas mantém ainda suas posições contrárias à prorrogação da CPMF. Atualmente, o imposto consome 0,38% do valor das movimentações financeiras. O Governo deve arrecadar, no próximo ano, cerca de R$ 40 bilhões. Um levantamento feito pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) mostrou que os brasileiros gastam muito mais com CPMF do que com arroz, feijão e leite. Os gastos com os três alimentos somam R$ 25 bilhões, ou seja, os brasileiros gastam quase o dobro, por ano, com o tributo.












Maurício Araya é jornalista e redator do portal 










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