Só faltaram 10 minutos para o lançamento. A Coordenação Geral da Operação Angicos preferiu adiar, mais uma vez, o lançamento do foguete de sondagem VS-30, que vai levar ao ambiente de microgravidade experimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Argentina. O VS-30 deve fazer seu sétimo vôo neste sábado (15). O lançamento foi suspenso por problemas técnicos (uma falha na comunicação de telemetria) na carga-útil argentina.
Técnicos argentinos fizeram a manutenção do módulo, mas quase no final da janela (termo em que se chama o período em que o foguete pode ser lançado), por volta das 7h15, a sondagem meteorológica já não permitia mais o lançamento. A Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE) precisa ter, durante o vôo do VS-30, alinhamento entre o Sol e a linha do horizonte.
A tentativa de amanhã vai ocorrer entre 6h e 7h45, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), em Natal (RN). A carga-útil deve atingir uma altura média de 140 km, num vôo de duração aproximada de 7 minutos, sendo que cerca de 4 minutos são em ambiente de microgravidade. Depois disso, a carga-útil poderá ser resgatada em pleno mar potiguar, por mergulhadores treinados do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE).
A Operação Angicos foi iniciada no dia 2 de dezembro. O período de lançamento do foguete vai até o dia 19. Nesta semana, já foram duas tentativas frustradas: uma por atrasos na contagem regressiva simulada (com objetivo de realizar mais de 100 procedimentos técnicos antes que o foguete seja lançado), e outra por falta de condições meteorológicas.
Mais de 100 técnicos, engenheiros e cientistas brasileiros e argentinos estão envolvidos nessa operação. A Operação Angicos, a primeira entre Brasil e Argentina, está mobilizando a Agência Espacial Brasileira (AEB), a Comissão Nacional de Atividades Espaciais da Argentina (CONAE), o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), o Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).
A senadora, Ideli Salvatti (PT), admitiu que existe a possibilidade de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), no ano que vem, a partir da discussão da reforma tributária. Esta afirmação é uma resposta à declaração do senador Arthur Virgílio (PSDB), que admitiu a possibilidade de negociar a recriação da CPMF, desde que o Governo corte de gastos supérfluos, além da redução da carga tributária. Segundo a senadora, o Governo tem interesse em retomar a cobrança do tributo.