Não me esqueço quando era criança, ainda na década de 90, e possuía uma espécie enciclopédia (quando elas ainda existiam e eram a principal fonte de informação para os estudantes) e ficava maravilhado com as listas das maiores construções do mundo. Nela havia curiosidades sobre os maiores prédios do mundo, os maiores aviões do mundo… Enfim, tudo maior do mundo. Mas esse culto era uma herança da década de 80, quando as nações de todo o mundo disputavam para possuírem as melhores coisas. Exemplo disso é a própria corrida espacial: quem dominasse a tecnologia espacial, “dominava o mundo”. Com a Era da Internet, as enciclopédias sumiram (só não das bibliotecas). Aliás, penso eu, que o culto às maravilhas do mundo também sumiu por volta da metade da década de 90.
Mas, já há algum tempo, tenho percebido a volta do culto a construções maravilhosas. Essa nova Era, segundo o que eu penso, foi inaugurada em julho de 2007, quando foram anunciadas as sete maravilhas do mundo moderno. Depois, em setembro de 2007, o Japão lança uma sonda para a Lua e afirma que deseja montar uma base humana permanente no satélite. No mesmo mês, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou que a torre “Burj Dubai” conseguiu ultrapassar a “CN Tower” (no Canadá) e já e o prédio mais alto do mundo. Dubai ainda tem outros projetos magníficos, como o arquipélago em forma de mapa-múndi (já em construção) e de ilhas artificiais em forma de palmeira (uma já está pronta e outras duas estão em construção). Já em outubro de 2007, o maior avião de passageiros do mundo, o A380, faz o seu vôo inaugural. E a mais recente notícia sobre “coisas maravilhosas” vem da Rússia, em dezembro de 2007: Moscou terá a maior construção já vista em todo o mundo. A “Ilha de Cristal”, segundo o seu criador, simboliza a volta do país como potência mundial. As expectativas são para que a construção fique pronta em seis anos.
Será que estamos voltando a uma Era de sonhos e encantos com construções humanas magníficas? Será que as nações vão entrar em uma nova Era de disputa pelas melhores coisas? Os últimos acontecimentos estão desenhando essa realidade. Na História, que sempre se repete, sempre há altos e baixos. Vamos ver no que vai dar. ![]()
*Maurício Araya, estudante de Jornalismo.












Maurício Araya é jornalista e redator do portal 










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