Com informações da Secretaria de Comunicação do Governo do Maranhão
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) recomendou aos municípios maranhenses, que já notificaram casos de febre amarela silvestre no Estado, que intensifiquem a vacinação de rotina contra a doença, que desde 1995 não faz vítimas no Maranhão. A medida é preventiva, uma vez que os Estados da região centro-oeste do Brasil, entre eles Goiás e Mato Grosso, além do Distrito Federal, já notificaram casos suspeitos de febre amarela, com óbitos.
Vinte e oito municípios, envolvendo oito unidades regionais, estão na lista da SES. A população na faixa etária compreendida entre 15 e 59 anos é o público-alvo da campanha de vacinação, que faz parte do esquema de rotina dos postos de saúde desde a década de 90.
“A taxa de cobertura de vacinação contra a febre amarela em crianças e idosos está boa e por isso, os nossos esforços devem se concentrar entre jovens e os adultos”, explicou o superintendente de Epidemiologia e Controle de Doenças da SES, Henrique Jorge dos Santos.
Mesmo havendo o risco, visto que o Maranhão encontra-se em uma área de pré-amazônia, o secretário de Estado de Saúde, Edmundo Costa Gomes, observou que não é preciso correria aos postos. “As pessoas que vão viajar e se deslocarão para áreas de mata, com o objetivo de caçar ou fazer turismo, ou qualquer outra intenção, devem se vacinar. É bom lembrar que a vacina tem validade de 10 anos e por isso é importante que os adultos tenham o seu cartão de vacinação para fazer o controle”, disse o secretário estadual, lembrando que a vacina tem eficácia de 95%.
O último caso de febre amarela silvestre no Maranhão ocorreu no ano de 1995. A partir daí, a vacinação contra a doença passou a integrar o esquema de rotina. “Desde então, não registramos mais casos da febre amarela silvestre”, informou Henrique Jorge dos Santos.
Ele acrescentou ainda que, paralelo ao trabalho de intensificação da vacina, a Secretaria continuará a vigilância da febre amarela silvestre. Para tanto, solicitou aos 28 municípios prioritários que fiquem alerta aos casos de óbitos de macacos. “Caso ocorra, os gestores devem nos comunicar com a maior brevidade para que sejam tomadas as providências cabíveis”, orienta o superintendente.
Até o momento, quatro casos de pessoas com diagnóstico clínico semelhante ao da doença já foram registrados. Um homem em Goiás chegou a morrer, mas a febre amarela ainda não foi apontada oficialmente como causa. Outras três pessoas foram internadas no Distrito Federal com sintomas semelhantes ao da doença. Há notícias de casos no Estado do Mato Grosso também.
A doença é endêmica nas regiões Norte e Centro-Oeste do país, onde circula de forma permanente nas matas, atingindo animais silvestres e podendo ser transmitida a humanos pela picada dos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes.
A febre amarela se caracteriza por sintomas como febre, calafrios, dores de cabeça e nas articulações, prostração, náuseas e vômitos. Em suas formas fulminantes, a doença atinge o fígado e os rins e provoca hemorragia, podendo causar morte caso não haja tratamento imediato.












Maurício Araya é jornalista e redator do portal 










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