Compra e venda de papéis pelo celular impulsiona usuários na Bolsa, mas especialistas alertam que nem toda movimentação é rentável.
O serviço de Home Broker ganha cada vez mais o mercado financeiro. Acompanhar as cotações via celular já é uma forte tendência, como revela a pesquisa da Bovespa, que dobrou o volume financeiro médio mensal de R$ 6 bilhões em 2006 para R$ 15,6 bilhões no último ano.
Agora que o serviço permite ao usuário enviar ordens de compra e venda também, o mercado de capitais estará ainda mais ágil e beneficiará como um todo a interação entre usuário, corretora e Bovespa.
Segundo, Flávio Málaga, Consultor da Saint Paul Institute Of Finance, as corretoras estão focando no mercado de pessoa física, devido à queda na taxa de juros, a estabilidade econômica, o ganho de poder aquisitivo e o aumento do nível de emprego. “O mercado de ações deve ser tornar ainda mais líquido, com as pessoas efetivamente comprando e vendendo a qualquer momento”, afirma Málaga, que alerta os investidores para o custo das operações.
“Algumas corretoras cobram um valor fixo, outras uma taxa diferente para cada negociação. Tem que haver cautela e muita pesquisa”, orienta.
Segundo o economista algumas taxas podem ser bem maiores que o lucro, por isso o investidor deve verificar preço, serviço e o atendimento da corretora. “Movimentações menores que R$ 5 mil não compensam, pois as taxas podem ser bem maiores que o lucro. Já as operações até R$ 20 mil no mês isentam o imposto de renda”, conclui.
Independente do custo, a tendência do mercado aponta para uma aceitação muito positiva ao acesso em tempo real na Bolsa. Para Rodrigo Braga, Diretor da Peopleway Tecnologia, empresa que oferece soluções de mobilidade, o avanço tecnológico implantado nos celulares hoje, garante agilidade e muita segurança ao investidor na negociação.
“É seguro, rápido e deixa o mercado financeiro ainda mais dinâmico atendendo a necessidade do investidor que controla suas ações quase que simultaneamente com as oscilações da bolsa”, conclui Rodrigo.












Maurício Araya é jornalista e redator do portal 










1 Resposta para “Mobilidade impulsiona investidores na Bolsa, que devem estar atentos aos custos”