Foto ELZA FIÚZA/ABr

Vacinação contra gripe termina no dia 1º de junho

Termina, no dia 1º de junho, a campanha nacional de vacinação contra a gripe. O prazo terminaria nessa sexta-feira (25), mas foi prorrogado. Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar 80% do público-alvo: idosos a partir dos 60 anos, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes em qualquer fase da gravidez e povos indígenas. Desde o início da campanha, em 5 de maio, foram vacinadas 13,5 milhões de pessoas em todo o país, o que representa 44,87% dos 30,1 milhões de pessoas do grupo prioritário.

No Maranhão, de acordo com o balanço parcial divulgado na segunda-feira (21), 426.660 doses foram distribuídas, ou seja, 44,32% do público-alvo (962.715 pessoas) foram vacinadas. A melhor adesão à campanha é das crianças: 2,2 milhões já receberam a vacina, o que representa 52,11% do total.

A vacina protege contra os três principais vírus que circulam no hemisfério Sul no ano anterior, entre eles o da influenza A (H1N1). Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra a gripe, por enquanto, é a melhor estratégia. O médico infectologista Carlos Alberto Frias explica que isso se dá por causa da prevenção. “Existem alguns medicamentos antivirais, mas eles não têm uma ação tão importante com que faça que se prescinda a utilização da vacina. É fundamental a vacinação na prevenção”, esclarece.

Hábitos

O médico infectologista esclarece que alguns hábitos de higiene pessoal podem ajudar a prevenir, também, a proliferação dos vírus da gripe, como a lavagem das mãos e a diminuição do contato.

Efeitos colaterais

De acordo com o médico, quem for imunizado pode sentir alguns efeitos colaterais: fadiga, mal-estar, febre e cefaleia (dor de cabeça). No entanto, o número de casos relatados de pessoas com os efeitos colaterais é muito pequeno.

“Casos relatados por meio das redes sociais, como Síndrome de Guillain-Barré, com paralisias, e de Autismo, são questões muito discutíveis, que, até hoje, a Medicina não tem considerado, de uma maneira significante, estatística e epidemiológica, que justifique a preocupação com esses casos”, esclarece.

Contraindicações

Carlos Alberto Frias afirma que a vacina é contraindicada apenas em alguns casos em que o paciente tem estado febril, esteja imunossuprimido (ou seja, usando medicações que reduzem a imunidade) ou, ainda, seja intolerante ou alérgico ao ovo.

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