
O cartão de crédito ou débito se tornou sinônimo de conveniência e segurança nas compras ou transações bancárias. Com o avanço da tecnologia, entretanto, a segurança do dispositivo vem sendo ameaçada. As ações dos fraudadores tem se tornado mais comum. No fim do mês de fevereiro, dois homens foram presos por suspeita de clonagem de cartões em São Luís. Com eles, pelo menos 13 máquinas leitoras de cartão – conhecidas como “chupa-cabras” – foram encontradas.
Os bancos e operadoras de cartão investem no aumento da segurança, como a aplicação de senhas mais fortes ou instalação de chips nos cartões. Mas, tomando cuidados simples, os usuários podem, também, evitar fraudes. O cliente deve seguir algumas dicas: ficar atento às correspondências bancárias; tomar cuidado com compras pela internet; comprar apenas em sites que considerados seguros; não abrir e-mails suspeitos ou de desconhecidos; evitar receber ajuda de estranhos nos terminais de atendimento; e nunca perder de vista o cartão de crédito ou débito na hora de fazer qualquer pagamento.
De acordo com o superintendente de Investigações Criminais, Augusto Barros, a clonagem ocorre, normalmente, quando os fraudadores têm acesso à tarjeta magnética do cartão e a senha do usuário, mas as fraudes, também, podem ser aplicadas com o uso apenas das informações do usuário. Por isso, todo o cuidado é necessário. “Basicamente, a utilização única pelo proprietário do cartão, como recomendam as administradoras; a não colocação de senhas, a não entrega de senhas, no que diz respeito à utilização do cartão; a observância sempre próxima em lojas com grande movimentação de pessoas, postos de combustível ou locais mais procurados pelos clonadores de cartão. Já no ambiente virtual, no uso da internet, todo o cuidado nos sites em que você vai colocar suas informações; todo o cuidado com o computador que você vai utilizar; utilizar sempre um computador pessoal, e nesse computador deve estar instalado o programa antivírus e é bom fazer as atualizações permanentes; tendo cuidado na análise de e-mails, não acatar propostas mirabolantes, propostas fáceis ou até mesmo ameaças”, explica.
Quando uma fraude com cartão é constatada, a investigação é de responsabilidade da Polícia Civil. Na capital, as denúncias são encaminhadas para a Delegacia de Defraudações e Delegacia de Combate aos Crimes Tecnológicos (DCCT). Em média, dois casos são registrados por semana. Os fraudadores respondem, criminalmente, por furto mediante fraude e estelionato, e, também, por formação de quadrilha, já que, geralmente, são grupos que atuam na clonagem de cartões.
Ainda de acordo com Augusto Barros, em todos os casos de fraude, é recomendado, ao usuário, o bloqueio do cartão e o acionamento da polícia. “Se nós não pudermos ajudar naquele momento, uma vez que nossos recursos são limitados, a gente pode, pelo menos, criar uma imagem do que está acontecendo em termos de fraude. A gente consegue identificar os tipos de fraude e consegue, às vezes, identificar os locais onde estão acontecendo essas fraudes. Essas informações, mesmo que não possam se reverter em benefício imediato para a pessoa, ajudam a polícia a identificar possíveis focos de movimentação de criminosos”, conclui o superintendente.
Foto: Arquivo/Biaman Prado/O Estado.





