Textos categorizados 'ciência'

Foguete de plasma iria a Marte em menos tempo

DivulgaçãoSÃO LUÍS – Um protótipo de foguete promete ser uma solução para a viagem de humanos ao planeta Marte: desenvolvido pela empresa Ad Astra Rocket, do Texas (Estados Unidos), o Variable Specific Impulse Magnetoplasma Rocket (Vasimir) seria capaz de chegar ao planeta vermelho em apenas 39 dias, enquanto um foguete convencional levaria aproximadamente seis meses para fazer o mesmo trajeto.

Além de reduzir significativamente o tempo da viagem, o veículo apresenta uma outra vantagem: os astronautas seriam menos expostos à radiação solar.

O gás utilizado pelo foguete pode ser aquecido a temperaturas mais altas que o combustível convencional. O aquecimento é feito como em um micro-ondas, porém com uma frequência similar à utilizada pelas rádios.

A principal diferença do foguete não é a velocidade, mas sim o caminho e o volume ocupado pelo combustível, já que os foguetes convencionais não podem carregar combustível o suficiente para a viagem. O propelente garante apenas 30 minutos, aproximadamente, de empuxo, sendo aproveitado o embalo, a gravidade e a ausência de resistência do ar no espaço.

Lua vai ser atingida por sonda nesta sexta-feira

Simulação/Nasa

SÃO LUÍS – Na manhã desta sexta-feira (9), às 8h30 (Brasília), o subfoguete Centauro, parte do Satélite de Sensoriamento e Observação de Crateras Lunares (Lcross, na sigla em Inglês), vai se chocar contra o polo sul da Lua. A força do impacto vai fazer com que uma gigantesca coluna de detritos se torne visível, a uma altura de mais de 6 mil metros, aos observadores da Terra. O equipamento faz parte do foguete Atlas V, lançado no dia 18 de junho, com a sonda LRO.

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O objetivo da missão é estudar a composição do satélite natural e descobrir se há presença de água no fundo de uma das crateras polares da Lua para futura instalação de uma base lunar fixa.

Assista a transmissão da TV Nasa

O Centauro vai atingir a cratera lunar a 9 mil km/h, produzindo energia equivalente a 1 tonelada de TNT e, com isso, uma nova cratera, de 3 metros de profundidade por 30 metros de comprimento, será criada. A nuvem de poeira e gás que for gerada pelo impacto vai ser alisada pela sonda Lcros e vista por vários cientistas, por meio de telescópios, na Terra, e também pelo telescópio espacial Hubble.

Os melhores pontos de observação do choque são Estados Unidos, México, Canadá, Alasca, Nova Zelândia e Polinésia.

Cbers-2B completa dois anos em órbita neste sábado

Divulgação/InpeSÃO LUÍS – Neste sábado (19), o Cbers-2B – terceiro satélite lançado pelo Programa Cbers (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, na sigla em inglês) – completa dois anos em órbita. O satélite possui três câmeras a bordo, que auxiliam no planejamento urbano, monitoramento de desmatamentos e expansão agropecuária. Várias capitais brasileiras e áreas de países da América do Sul foram captadas pelas lentes do Cbers-2B.

Confira a imagem de São Luís captada pelo Cbers-2B

O programa, lançado em agosto de 1988, é resultado de uma parceria entre a Academia de Tecnologia Espacial da China e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e é um dos principais em sensoriamento remoto do mundo. As imagens captadas são distribuídas para instituições públicas e privadas pela internet. Em média, são registrados, diariamente, 750 downloads de imagens no Catálogo Cbers.

O primeiro satélite do programa, o Cbers-1, foi lançado em outubro de 1999, e o segundo, Cbers-2, em outubro de 2003. Até 2014, estão previstos os lançamentos de mais dois satélites.

Começa segunda fase da Maratona da Via Láctea

Arte MAURÍCIO ARAYASÃO LUÍS – Começou nesta sexta-feira (18) a programação da segunda fase da “Maratona da Via Láctea: campanha contra poluição luminosa”, que ocorre até domingo (20), na Praça Maria Aragão. O evento faz parte da celebração do Ano Internacional da Astronomia e é mais uma ação do projeto de extensão do curso preparatório para a Olimpíada Brasileira de Astronomia de 2010.

Confira a programação completa da Maratona

A Maratona é promovida pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema), por meio do Observatório Astronômico do Curso de Física (Obafis) e do Grupo de Estudos Astronômicos (Geast), em parceria com a Sociedade Astronômica Maranhense (Sama).

Satélite permite tempo maior para experiências em microgravidade

Divulgação/AEBSÃO LUÍS – A Agência Espacial Brasileira (AEB) anunciou, ontem (14), o desenvolvimento de uma nova plataforma espacial capaz de realizar experiências em um ambiente de microgravidade, ou seja, a 300 Km de altitude: trata-se do Satélite de Reentrada Atmosférica (Sara).

O Sara permite a realização de experimentos – em diversas áreas e especialidades, como biologia, biotecnologia, medicina, entre outros – em um período máximo de dez dias. Além do tempo maior para realização dos experimentos, o satélite possui estrutura que suporta o ambiente de reentrada na atmosfera terrestre.

Atualmente, as missões suborbitais são feitas por foguetes de sondagem – capazes de lançar cargas-úteis compostas por experimentos científicos – lançados pelo Centro de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno (CLBI) e Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Estas missões, no entanto, possibilitam, aos cientistas, apenas alguns minutos para experiências no ambiente de microgravidade.

O projeto Sara é desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), um dos centros de pesquisa do Comando da Aeronáutica. O cronograma do projeto prevê o término do projeto detalhado para o fim deste ano e a qualificação, em 2010, quando a plataforma deve estar pronta para lançamento.

Lixo espacial soma mais de 19 mil objetos em órbita

Foto NASA ORBITAL DEBRIS PROGRAM OFFICESÃO LUÍS – Aproximadamente 19 mil objetos descartáveis maiores que 10 centímetros estão na órbita da Terra: foi a essa conclusão que a Rede de Vigilância Espacial, órgão do governo americano responsável pelo rastreio de objetos colocados na órbita terrestre, chegou após o último “censo”. O gráfico (ao lado) representa todos os objetos que estão na órbita terrestre mais baixa.

Os objetos representam riscos significativos na colocação de novos satélites em órbita, que precisam ser posicionados a cada dia, com maior precisão. Em fevereiro deste ano, dois satélites de comunicação, um russo (Cosmos 2251) e um americano (Iridium 33), se chocaram em pleno espaço. No início deste mês, restos do foguete europeu Ariane V – lançado em 2006 – passaram a apenas 1,3 km da Estação Espacial Internacional (ISS), colocando em risco a vida de 13 astronautas que estavam à bordo da plataforma.

Estudo defende nova seleção de nanopartículas

SÃO LUÍS - Um novo estudo feito por pesquisadores ligados ao Centro de Implicações Ambientais da Nanotecnologia (Ceint, em inglês), sediado na Universidade Duke (Estados Unidos), e publicado, neste domingo (13), na revista Nature Nanotechnology, defende uma nova seleção das nanopartículas.

Eles analisaram os impactos potenciais das nanopartículas à saúde e ao ambiente e verificaram que muitas das pequenas partículas não poderiam ser chamadas de “nano”, por não contar com propriedades especiais que as tornem diferentes de outras partículas.

Nano

A definição utilizada atualmente estipula que uma partícula é “nano” quando seu diâmetro estiver entre 1 e 100 nanômetros (bilionésimo de metro). Produzidas pelo Homem, as nanopartículas têm sido empregadas em diversos produtos.

Uma definição que se baseie em propriedades, apontam os pesquisadores que elaboraram a pesquisa, é fundamental para ajudar os cientistas a determinar, de forma exata, quais nanopartículas são mais propensas a representar riscos à saúde humana e ambiental.

“Muitas nanopartículas com menos de 30 nanômetros passam por alterações drásticas em suas estruturas cristalinas que ampliam a forma com que os átomos em sua superfície interagem com o ambiente. Como há um número infinito de nanopartículas que podem ser produzidas pelo Homem, temos que descobrir uma maneira de restringir nossos esforços naquelas que têm maiores chances de contar com determinadas propriedades e potenciais efeitos”, afirmou o professor da Universidade Duke e um dos autores do estudo, Mark Wiesner.

Hubble ‘abre os olhos’ para o Universo e envia incríveis imagens

Foto NASA

SÃO LUÍS – Após a instalação da nova câmera WFC3, durante a missão STS-125 do Endeavour – em maio de 2009 -, o telescópio espacial Hubble voltou à ativa e já presenteia os estudiosos com belas e incríveis imagens do Universo, como a que foi divulgada hoje (9) pela Nasa, a agência espacial americana, da nebulosa planetária NGC 6302 - chamada de Nebulosa da Borboleta. O fenômeno se localiza a 3.800 anos-luz da Terra.

Nebulosas são nuvens de poeira cósmica, hidrogênio e plasma, sendo uma área propícia à formação de novas estrelas. A Nebulosa da Borboleta nada mais é que uma gigantesca caldeira de gás a mais de 20 mil graus de temperatura, que cruza o Universo a incríveis 900 mil Km/h. Essa velocidade seria suficiente para uma viagem da Terra à Lua em apenas 24 minutos.

Hubble

O Hubble – lançado pela Nasa em 24 de abril de 1990, a bordo do ônibus espacial Discovery – é o principal instrumento no estudo da energia e matéria escura, formação das estrelas e descoberta de galáxias no espaço.

O telescópio já recebeu três visitas de astronautas para manutenção e para substituição de equipamentos. Uma das missões de manutenção do Hubble serviu para consertar um defeito no conjunto de espelhos que captam as imagens dos objetos espaciais: o telescópio não conseguia focar bem as imagens.

Pesando 13 toneladas, o Hubble já deu mais de 97 mil voltas ao redor do planeta.

Escudo pode desviar asteroides da Terra

ReproduçãoSÃO LUÍS - Cientistas britânicos anunciaram uma construção ousada: a de um escudo, pesando aproximadamente 10 toneladas, contra asteroides para proteger o planeta de possíveis colisões.

A empresa espacial EADS Atrium está à frente do projeto e trabalha em cima de uma ideia desenvolvida inicialmente por dois astronautas da Nasa, que lideram o “Programa de Objetos Próximos à Terra”.

Para o seu funcionamento seria utilizada a força gravitacional, conhecida como força “G”, interceptando o asteroide a apenas 48 metros de distância e exercendo uma força gravitacional sobre ele, alternando sua rota para o lado oposto da Terra.

Estima-se que, atualmente, 784 objetos com tamanho superior a 1 quilômetro de diâmetro cruzam a órbita da Terra. As chances de colisão são muito pequenas. Mas, asteroides ainda não descobertos são o que mais preocupam os cientistas. Em março, um asteroide descoberto recentemente passou bem próximo à Terra.

Manchas solares podem desaparecer até 2015

ArquivoSÃO LUÍS - Cientistas já confirmaram que o Sol está passando por um dos mais longos períodos de baixa atividade dos últimos 100 anos. O problema é que nos últimos dois anos, a baixa atividade parece ter aumentado, e despertou a possibilidade das manchas solares estarem, simplesmente, sumindo.

“Pessoalmente acredito que elas vão voltar, mas as evidências de que elas estão diminuindo são cada vez maiores”, afirma o astrofísico Matt Penn, ligado ao Observatório Nacional do Solar (NSO), localizado no Arizona (Estados Unidos). Ele e alguns colegas encontraram uma tendência preocupante, após analisarem dados das manchas registrados nos últimos 17 anos: descobriram que o magnetismo das manchas solares está em acentuado declínio. Alguns cientistas afirmam que o estudo ainda é bastante controverso.

O período de calmaria do Sol mais longo da história, o “Mínimo de Maunder”, ocorreu entre 1645 e 1715 e durou 70 anos. Esse período coincidiu com uma “pequena Era do Gelo”, uma série de invernos implacáveis que atingiu o hemisfério Norte. Por razões ainda não compreendidas, o ciclo se normalizou no século XVIII.

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Maurício Araya é jornalista formado pela Faculdade São Luís e redator do portal Imirante.com.

Em 2003 criou seu site pessoal e de lá para cá tem desenvolvido projetos na Internet, como o portal As Notícias. Criou seu blog em fevereiro de 2007.

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