Raio atinge aeronave que fazia rota entre PE e SP, mostra relatório do Elat

O informativo nº 105 elaborado pelo Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), retala fatos curiosos com ocorrência de raios no mês de julho. No dia 17, um raio atingiu uma aeronave que fazia rota entre Recife e São Paulo. Segundo o relatório, os passageiros tiveram a impressão que uma turbina tivesse explodido. Não houve feridos ou danos no avião. A companhia aérea informou, em nota, que a aeronave foi atingida quando se aproximava de São Paulo.

Na região autônoma de Xinjiang Uygur, na China, um total de 173 ovelhas morreu quase instantaneamente quando um raio atingiu uma área montanhosa em Hoboksar. As ovelhas se abrigavam da chuva debaixo de um pinheiro, que agiu como um condutor para a eletricidade.

E na semana passada, uma pessoa morreu quando um raio atingiu um navio-tanque ancorado e carregado com metanol na Malásia. O raio provocou uma explosão seguida de incêndio. Quatro tripulantes, ainda, estão desaparecidos.

Resultado final da pesquisa sobre bóson de Higgs deve ser divulgado até 2015

O portal Info On-line publicou, nesse domingo (8), uma entrevista com o brasileiro Denis Damazio, que faz parte do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na antiga sigla em francês) e do grupo Atlas, que anunciou, semana passada, a descoberta do bóson de Higgs ou “partícula de Deus”, que deu origem ao Universo, há 14 bilhões de anos. As pesquisas foram realizadas no maior acelerador de partículas do mundo, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), entre a França e a Suíça.

Segundo Damazio, agora, os cientistas querem confirmar a existência do bóson de Higgs, além de investigar a matéria e energia escuras, dimensões extras e intensidade da força gravitacional. O resultado final da pesquisa deve ser anunciado até 2015.

O pesquisador falou, ainda, à Info On-line sobre a entrada do Brasil no Cern. “Em 2010, o Brasil assinou uma carta de intenções que deu início ao processo de adesão do país ao Cern. Caberia ao Brasil pagar US$ 10 milhões por ano, 10% do dinheiro pago por um integrante europeu. Desde então, o país não se manifestou novamente”, disse – leia à íntegra da entrevista.