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Telescópio Hubble registra “ilha galática”

Cientistas do Observatório David Dunlap, no Canadá, registraram, com o auxílio do telescópio espacial Hubble, da agência espacial americana (Nasa), uma “ilha galática” batizada de “DDO 190″. A “DDO 190″ é uma galáxia-anã irregular localizada a nove milhões de anos-luz de distância da Terra.

A galáxia é chamada de “ilha galática” porque encontra-se isolada de outros aglomerados, ou seja, sem galáxias vizinhas próximas. A vizinha mais próxima da “DDO 190″ é a galáxia-anã “DDO 187″, distante três milhões de anos-luz. A Via Láctea, por exemplo, tem a Grande Nuvem de Magalhães como vizinha mais próxima, entre 155 a 165 mil anos-luz distante da Terra.

Imagens de satélite mostram “restauração” de ilha

Imagens divulgadas pela agência espacial americana (Nasa), por meio do Earth Observatory, captadas por meio do satélite Landsat 5 mostram o trabalho de “restauração” da ilha Poplar na baía de Chesapeake, nos Estados Unidos. As imagens foram registradas em 28 de junho de 1997, 21 de junho de 2006 e 5 de julho de 2011.

Com o nível do mar subindo por causa das mudanças climáticas e a crosta da baía afundando, o lugar, que, em 1800 contava com mil hectares de terreno e uma pequena cidade com cerca de 100 pessoas, corria o risco de desaparecer. Atualmente, a ilha é reduto de aves e tartarugas que perderam seu habitat.

No Médio Atlântico, outras ilhas estão vulneráveis à erosão e podem sofrer com o avanço do mar por causa do aquecimento dos oceanos e derretimento de geleiras.

Reunião deve apontar soluções para balneabilidade em praias

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) concluiu, na sexta-feira (18), a fixação de placas que sinalizam a interdição de oito pontos da orla de São Luís em que foram identificados despejos de esgotos in natura. O trecho vai da praia da Ponta d’Areia até a praia do Araçagi. Para a interdição, a Sema segue recomendações de uma decisão judicial resultante de ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), que determina a divulgação ampla das condições de balneabilidade das praias da capital e de São José de Ribamar. Nesta semana, equipes da Sema devem identificar pontos de despejo de dejetos na orla de São José de Ribamar.

Além dos pontos na orla da capital, a Sema, também, analisou rios e córregos, especificamente os rios Jaguarema, Pimenta 1 e 2 e Olho de Porco. Nos rios Olho de Porco e Jaguarema, os índices de poluição estão bem abaixo do recomendado. Já nos rios Pimenta 1 e 2, os índices superam em muito os níveis aceitáveis, razão pela qual esses pontos, também, foram interditados.

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Carlos Victor Guterres Mendes, neste primeiro momento, a Sema está seguindo a determinação da Justiça Federal, quanto à fixação de placas e divulgação dos resultados dos monitoramentos feitos pela secretaria. “O problema da balneabilidade das praias não é novo, já é um passivo ambiental que existe nas praias da Ilha há muito tempo, e que foi retomada, agora, por meio de uma ação proposta pelo Ministério Público Federal. Essa sentença faz com que a gente informe, de forma bem mais ostensiva, as condições de balneabilidade das praias, o que já era feito pela Sema por meio do site, mas não era algo massificado”, destaca.

Ainda segundo o secretário, as placas atendem ao que estipula o Código de Postura do Município, quanto à colocação no ponto de emissões de esgoto, que nem sempre é visível, e, também, quanto ao tamanho. A fiscalização e atualização das placas, segundo Victor Mendes, é feita semanalmente.

Reunião

No próximo dia 29, a Sema se reúne com todos os segmentos e instituições ligados à questão da balneabilidade na orla da Ilha de São Luís a fim de traçar um plano de ação relativo à fiscalização e orientação dos frequentadores da orla. “Haverá, nessa reunião, a divisão de competências e a divisão de contribuições para solucionar o problema. Essa é uma questão de saúde pública. Nós vamos tentar entender, porque ainda não há um estudo específico sobre o problema, mas nós já começamos a fazer isso”, diz o secretário.

Na reunião, além da Sema, estarão representantes da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema), Ministério Público Federal e Estadual, e secretarias municipais de Saúde e Meio Ambiente de São Luís e São José de Ribamar, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Batalhão Ambiental.

Deputada sugere condolências por Nascimento de Moraes

São Luís – A deputada Helena Heluy (PT) requereu, na última quinta-feira (26), o envio de condolências à família do jornalista, escritor e professor José Nascimento de Moraes Filho, falecido no último dia 21. No requerimento, a parlamentar ressalta os talentos do escritor, imortal da cadeira 37 da Academia Maranhense de Letras (AML).

Ecologista, Nascimento de Moraes Filho se destacou nos anos 80, com a criação do Comitê de Defesa da Ilha – movimento que reuniu intelectuais, religiosos, setores acadêmicos e lideranças sindicais contra a instalação de grandes projetos industriais no Maranhão, como Alcoa e Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Entre as obras do escritor, estão “Clamor da Hora Presente” (1955), “Pé de Conversa” (1957), “Esfinge do Azul” (1972), “Esperando a Missa do Galo” (1973).

Opinião: A volta do culto ao magnífico*

 Não me esqueço quando era criança, ainda na década de 90, e possuía uma espécie enciclopédia (quando elas ainda existiam e eram a principal fonte de informação para os estudantes) e ficava maravilhado com as listas das maiores construções do mundo. Nela havia curiosidades sobre os maiores prédios do mundo, os maiores aviões do mundo… Enfim, tudo maior do mundo. Mas esse culto era uma herança da década de 80, quando as nações de todo o mundo disputavam para possuírem as melhores coisas. Exemplo disso é a própria corrida espacial: quem dominasse a tecnologia espacial, “dominava o mundo”. Com a Era da Internet, as enciclopédias sumiram (só não das bibliotecas). Aliás, penso eu, que o culto às maravilhas do mundo também sumiu por volta da metade da década de 90.

Mas, já há algum tempo, tenho percebido a volta do culto a construções maravilhosas. Essa nova Era, segundo o que eu penso, foi inaugurada em julho de 2007, quando foram anunciadas as sete maravilhas do mundo moderno. Depois, em setembro de 2007, o Japão lança uma sonda para a Lua e afirma que deseja montar uma base humana permanente no satélite. No mesmo mês, Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou que a torre “Burj Dubai” conseguiu ultrapassar a “CN Tower” (no Canadá) e já e o prédio mais alto do mundo. Dubai ainda tem outros projetos magníficos, como o arquipélago em forma de mapa-múndi (já em construção) e de ilhas artificiais em forma de palmeira (uma já está pronta e outras duas estão em construção). Já em outubro de 2007, o maior avião de passageiros do mundo, o A380, faz o seu vôo inaugural. E a mais recente notícia sobre “coisas maravilhosas” vem da Rússia, em dezembro de 2007: Moscou terá a maior construção já vista em todo o mundo. A “Ilha de Cristal”, segundo o seu criador, simboliza a volta do país como potência mundial. As expectativas são para que a construção fique pronta em seis anos.

Será que estamos voltando a uma Era de sonhos e encantos com construções humanas magníficas? Será que as nações vão entrar em uma nova Era de disputa pelas melhores coisas? Os últimos acontecimentos estão desenhando essa realidade. Na História, que sempre se repete, sempre há altos e baixos. Vamos ver no que vai dar.

*Maurício Araya, estudante de Jornalismo.