
Um microssatélite criado pelo Instituto de Tecnologia de Fukuoka, no Japão, batizado de “Niwaka Fitsat-1″, utiliza código morse para se comunicar com a Terra. Trata-se de um experimento com o objetivo de testar possibilidades da comunicação óptica com satélites na órbita do planeta. Para estabelecer comunicação, o equipamento emite flashes luminosos para transmitir informações telemétricas do microssatélite. Com isso, é possível observar, a olho nu, uma estrela “piscante” e em movimento.
Os primeiros testes foram realizados nesta semana e puderam ser observados em cidades da Ásia. De acordo com os desenvolvedores do microssatélite, os flashes poderão ser observados em qualquer parte do mundo, sobretudo em cidades localizadas em latitudes próximas a 51 graus. Durante as passagens sobre a estação localizada no Instituto de Tecnologia de Fukuoka, o experimento será comandado para transmitir flashes com velocidades cada vez maiores e mais intensas.
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O código morse, usado pelo experimento, é um sistema de representação de letras, números e sinais de pontuação por meio de sinais codificados enviado intermitentemente. Foi desenvolvido, em 1835, por Samuel Finley Breese Morse, criador do telégrafo elétrico, aparelho que utiliza correntes elétricas para controlar eletroímãs que funcionam para emissão ou recepção de sinais. É um importante meio de comunicação à distância, muito utilizada por corporações militares e, até hoje, usada por satélites para envio de sinal de identificação e localização por telemetria.
Veja, abaixo, em um vídeo de divulgação postado no YouTube, como funciona o experimento:


