
Com relativa tranquilidade, foi realizada, nesse domingo (12). Das 13h às 18h a primeira etapa do Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior (Paes) 2013 da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), nas modalidades presencial e à distância. As provas foram aplicadas nas cidades de São Luís, Pinheiro, Imperatriz, Santa Inês, Barra do Corda, Caxias, Bacabal, Balsas, Açailândia, Pedreiras, Timon, Grajaú, Lago da Pedra, Zé Doca, Itapecuru-Mirim, Colinas, Presidente Dutra, São João dos Patos, Coelho Neto e Codó.
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Nessa primeira etapa, a comissão de vestibular da Pró-Reitoria de Graduação (Prog) contabilizou um total de 5.842 candidatos faltosos no processo seletivo, desses 2.563 em São Luís, e 3.279 nos demais campi do continente. De acordo com o reitor da Uema, José Augusto Oliveira, o número é considerado normal. “Nós fazemos um balanço extremamente positivo da primeira etapa do Paes 2013. Nós começamos as provas no horário. Tivemos um pequeno contratempo em Imperatriz em função das chuvas, mas foi cumprido o tempo necessário para realização das provas, de cinco horas. O número de faltosos está dentro da média que ocorre normalmente no processo seletivo da Uema. Tivemos algo em torno de 18% de faltosos, mas o processo transcorreu dentro da normalidade”, afirmou nesta segunda-feira (12).
Denúncia

Por meio do Facebook, candidatos que participaram das provas da primeira etapa do Paes 2013 denunciaram problemas no processo seletivo realizado no Centro de Ensino Liceu Maranhense, no Centro da capital. Segundo eles, fiscais de prova jogaram blocos de provas no chão. “Assim como vários alunos, acabei a prova alguns minutos antes do prazo estipulado para o término e fiquei esperando dar 18h para sair com o caderno de questões, até entrar um homem dos seus 50/60 anos (imagino ser alguém relacionado à Uema) e diz que não poderíamos sair com o caderno. Devíamos entregá-lo que, ao final, iriam distribuir. Saí, fiquei conversando com meu amigo e esperando a abertura do portão. Quando deu 18h, vi a cena mais indignante que um estudante pode ver. Na maior cara de pau e desrespeito, simplesmente abriram um pouco o portão e jogaram todos os blocos de prova no chão. Jogaram! Mais de 300 pessoas reunidas na frente da escola começaram a catar suas provas no chão”, relata um dos estudantes. “Parecia uma ‘caça ao tesouro’. Muitos deles (dos estudantes), depois de muita procura, não encontrando suas provas ou se encontrando-as, vendo-as amassadas, em uma situação pior do que a tinham entregado-as aos fiscais. Em uma sociedade que prega tanto o respeito aos Direitos Humanos, eu me pergunto: é esse o tipo de respeito que o governo tem para conosco, estudantes, que são nada mais nada menos responsáveis pelo futuro avanço e desenvolvimento deste país?”, questionou outra estudante em relato ao Imirante.
O reitor José Augusto Oliveira alega que não tomou conhecimento das denúncias. “Não tenho conhecimento. O processo terminou, ontem, às 18h, em Imperatriz às 18h20. Eu estive na universidade até o final do processo e não me chegou nenhuma denúncia de qualquer fato que trouxesse preocupação. É claro que qualquer denúncia ou qualquer anormalidade no processo será imediatamente averiguada pela administração superior da Uema”, afirma. Segundo ele, os candidatos devem formalizar as denúncias à Divisão de Operação de Concursos e Vestibulares (DOCV) da Uema para que sejam averiguadas. “Se houve imprudência por parte de fiscais ou coordenadores do processo, a universidade adotará providências para que isso não se repita, e, se trouxe algum dano, a Uema, também, vai dar atenção à essa querstão”, garante.
O contato com a DOCV pode ser feito pelo e-mail vestibular@uema.br ou pelo telefone (98) 3245-1102.
Enem

Sobre a adoção do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como processo seletivo de acesso aos cursos da Uema, o reitor afirma que a instituição continua com os estudos sobre o assunto. O ponto central da discussão é a manutenção dos serviços prestados à educação do Estado. Com base nos dados de matrículas, a Uema afirma que mais 90% dos acadêmicos matriculados na instituição são maranhenses. O assunto é debatido, pelo menos, desde o mês de agosto.
“Nós continuamos refletindo sobre essa questão. A Uema é uma universidade que nós desejamos estar a serviço do Estado do Maranhão. Há uma grande motivação para que os jovens que desejam ingressar no ensino superior sejam maranhenses, sejam do Estado do Maranhão, e nós não temos isso fixado como uma cota. Nós, ainda, entendemos que o Paes possibilita que um maior número de maranhenses possam estar na Uema”, explica o reitor da instituição.
Segunda etapa
A segunda etapa do Paes 2013 está prevista para ocorrer no dia 16 de dezembro. As provas têm 16 questões analítico-discursivas de duas disciplinas específicas por curso e a prova de produção textual. Segundo o reitor da Uema, o gabarito será divulgado, ainda, nesta segunda-feira. O resultado da primeira etapa será divulgado até o fim do mês de novembro.
Nesta edição do processo seletivo, são ofertadas 4.595 vagas, sendo 1.911 para o primeiro semestre letivo e 2.684 para o segundo semestre. Estão inscritos 31.524 candidatos, dos quais 16.190 foram isentos da taxa de inscrição. Em São Luís, 14.183 pessoas se inscreveram. Seguidos pelos campi de Imperatriz, com 4.031, Caxias, com 2.595 e Bacabal, com 1.903. Os cursos mais concorridos são Medicina Bacharelado (Caxias), Direito Bacharelado e Engenharia Civil Bacharelado (ambos em São Luís).
Fotos: Biné Morais/O Estado.