Palestra discute inovação e criação de valores em organizações

Realizada, na noite desta terça-feira (25), no auditório do Hotel Luzeiros, em São Luís, a palestra “Inovação: nem criatividade, nem ivenção. A geração de mais valor para a organização”, promovida pela mineradora Vale. Ministrada pelo professor doutor da Fundação Dom Cabral (FDC) e reitor do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), de Minas Gerais, Rivadávia Drummond de Alvarenga Neto, a palestra foi reservada a profissionais de rádio e on-line.

No evento, Rivadávia de Alvarenga Neto esclareceu que inovação tem sido, comumente, confundida com criatividade e invenção, pelo próprio significado da palavra. Ele ressalta que o conceito não necessariamente deve relacionado com pioneirismo, mas, sim, com uma mudança de hábito nas corporações e seus colaboradores, o que, exatamente, torna complicada sua implementação. Entretanto, é um caminho sem volta. “Toda organização, para crescer, tem que passar pela inovação”, disse durante a palestra.

Acompanhe o blog do professor Rivadávia de Alvarenga Neto

Segundo o palestrante, existem diversos tipos de inovação, mas o que caracteriza o processo é a relação entre o uso da inovação tecnológica e um modelo de negócios. “Eu gosto de pensar inovação em uma organização como a geração de valor na interface tecnologia e modelo de negócios. Inovação não é só tecnológica. Precisamos ampliar esse pensamento. A maior parte das pessoas enxerga inovação como puramente tecnológica, de produtos, serviços e processos e uso de tecnologias para engenharia de produção e tecnologia de informação. É preciso pensar além disso. Uma grande fonte de geração de valor, também, em um modelo de negócios. É responder três perguntinhas básicas: o que é valor, como que se entrega valor e para quem se entrega valor, que é a lógica do modelo de negócios”, afirmou em entrevista ao Blog do Maurício Araya – ouça a entrevista na íntegra.

Rivadávia destacou, também, a importância do investimento no sistema educacional de base no processo de estímulo à cultura de inovação na sociedade e, ainda, o estreitamento das relações entre instituições de ensino e o Estado. O professor doutor destacou experiências bem-sucedidas no Brasil, como casos das empresas Centro de Tecnologia Canavieira (CTC, no desenvolvimento de etanol a partir do bagaço da cana-de-açúcar, ou etanol celulósico), Natura (com seu projeto “Carbono Neutro”, que visa reduzir as emissões de gases do efeito estufa produzidos no processo de fabricação dos produtos) e Fiat (com o uso de crowdsourcing, ou seja, modelo de produção que utiliza conhecimento coletivo para resolver problemáticas e desenvolver novas tecnologias). “Se você me perguntar comparativamente, em termos de competitividade e inovação, há muito o que fazer no Brasil. É preciso repensar o sistema educacional no país. É preciso se repensar todo o arcabouço onde empreendedores e inovadores podem prosperar. Algumas reflexões, também, sobre estímulos, a questão regulatória no Brasil de facilitar a vida dos inovadores e empreendedores. Mas há exemplos muito interessantes de inovação no Brasil, embora nós não estejamos na lista de países mais inovadores do mundo”, complementa.

Também fizeram parte da programação discussões sobre o uso dos conceitos de inovação na prática jornalística e sobre o futuro da mídia. “Eu sempre digo: todos podemos inovar. Eu acho que, primeiro, é importante entender o que é o tema, o que significa inovação, que tipos existem, e se inspirar, conhecer inovações, conhecer experiências de inovadores”, finaliza.

Evento debate rumos da ciência, tecnologia e inovação

Uma palestra ministrada pelo professor Renato Dagnino, que será realizada na próxima terça-feira (28), às 14h, no auditório do Laboratório de Integração e Testes (LIT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos (SP), debaterá a conjuntura de ciência, tecnologia e inovação. O evento “Ciência, Tecnologia e Inovação: Rumos – Uma outra visão”, realizado pelo Sindicato Nacional dos Servidores Públicos Federais na Área de Ciência e Tecnologia do Setor Aeroespacial (SindCT), vai discutir, ainda, a reestruturação do Inpe e da Agência Espacial Brasileira (AEB) e suas implicações.

Renato Dagnino é professor no Departamento de Política Científica e Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua atividade de pesquisa conta com o apoio de instituições como o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Outras informações sobre o evento podem ser obtidas pelo telefone (12) 3941-6655 ou no portal SindCT.

Professor do IFMA conquista bronze em competição internacional de Física

Com informações do IFMA

O Brasil consquistou o bronze na 25ª edição do “Torneio Internacional de Jovens Físicos” (IYPT, sigla para International Young Physicists Tournament) que ocorreu no fim de julho na cidade de Bad Saulgau, na Alemanha. O evento, realizado desde 1988, reuniu 28 países. A Coreia do Sul foi a grande vencedora do torneio. O país é campeão pelo segundo ano consecutivo.

O professor de Física do campus do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) de Timon, Rawlinson Medeiros Ibiapina, acompanhou a vitoriosa equipe brasileira e participou do torneio como um dos líderes da equipe e jurado da competição. Antes do IYPT, a delegação participou de um treinamento intensivo.

As competições da IYPT se baseiam em desafios de Física, com o objetivo de encontrar possíveis soluções dos problemas propostos e escolhidos por integrantes do comitê internacional. Em 2013, a etapa nacional do IYPT será disputada em São Paulo no mês de maio. O torneio internacional ocorre em julho em Taipei, na China.

Acesso aos babaçuais é tema de debate na 64ª Reunião Anual da SBPC

O debate sobre a extração do coco babaçu será um dos destaques na programação da 64ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que segue até sexta-feira (27), na Cidade Universitária da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís. Isso porque o Maranhão é responsável 90% da safra da palmeira que garante o sustento de famílias de baixa renda no interior do Estado e tem grande potencial na fabricação do sabão, azeite, óleo, carvão, farinha, além de artesanato. A resistência das quebradeiras de coco, o potencial do Estado e as novas tecnologias para a extração da do coco babaçu estão entre os assuntos que serão debatidos.

Nesta quarta-feira (25), representantes do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB) – presente nos Estados do Maranhão, Tocantins, Pará e Piauí – participam da conferência “A luta pelo acesso livre aos babaçuais”, que ocorre a partir das 10h30 no Centro Paulo Freire. Na tarde do mesmo dia, líderes rurais e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) discutem o “Extrativismo do babaçu: meios de vida, tecnologia e saberes tradicionais” – veja a programação completa da 64ª Reunião Anual da SBPC.

Saiba tudo sobre a 64ª Reunião Anual da SBPC

De acordo com o professor doutor em Biologia pela City University of New York (Cuny), Cláudio Urbano Bittencourt Pinheiro, atualmente, há um grande desestímulo na cadeia produtiva do coco babaçu. “Em termos de dados, eles datam da década de 1980, quando foi feito o levantamento e a prospecção das ocorrências de babaçu no Estado. Há 30 anos, a gente sabia que tinha mapeado 10,3 milhões de hectares de ocorrência de babaçu, o que corresponde a um terço do Estado, e sabia-se, também, que havia um potencial para produzir cerca de oito milhões de toneladas de frutas. Mas o que a gente tem visto, hoje, no Estado, é um desestímulo com relação à atividade. Isso a gente vê na Zona Rural”, afirma.

A causa principal desse desestímulo é o baixo rendimento da atividade extrativista. “A causa principal é o desestímulo diante ao processo produtivo, porque ele maltrata as pessoas que passam o dia inteiro sentado no chão, com um machado debaixo das pernas e um porrete batendo num coco duro. Esse sistema, em si, rende muito pouco hoje. Se você considerar em termos de preço, o quilo dá R$ 8, o que é pouco para o sustento de uma família. O que falta é um estímulo de programas governamentais, que deem assistência técnica, que tentem, com programas de pesquisa, melhorar o sistema produtivo, que tentem inserir um pouco de tecnologia e que dê às quebradeiras outra condição de produção”, completa.

Cláudio Urbano Pinheiro vai apresentar durante a programação, o livro “Palmeiras do Maranhão – onde canta o sabiá”, que cataloga 25 espécies encontradas no Estado. O livro será disponibilizado na SBPC, e pode ser adquirido, também, em livrarias ou pelo telefone (98) 9116-8607.

Matas ciliares

O professor ministra, ainda, na 64ª Reunião da SBPC, o minicurso “Matas ciliares: fundamentos para recuperação e conservação”, que vai mostras as principais causas de degradação desses ambientes e o que existe para recuperação e conservação das matas ciliares. “As matas ciliares são áreas muito visadas, pela produção e até mesmo pelo povoamento. Todo mundo quer morar e produzir perto d’água. Então, elas são a primeira alternativa para todo o mundo. Isso cria uma pressão. Mas, para isso, existe uma lei de proteção que transforma essas áreas em áreas de preservação permanente”, diz.

“Circo da Ciência” atrai público com atividades interativas na 64ª Reunião Anual da SBPC

Integrante da programação do “SBPC Jovem”, programação paralela da  64ª edição da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – que ocorre na Cidade Universitária da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís, até esta sexta-feira (27) –, o “Circo da Ciência” – projeto da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciência (Abcmc) – desenvolverá, no pátio do Colégio Universitário (Colun), exposições, jogos, oficinas, experimentos, assim como atividades interativas. Entre as atrações, destaque para a apresentação vídeos, jogos, planetário inflável, 24 experimentos relacionados a conceitos da Física, além de estimuladores de sensação, entre outras atividades. Dele participam 20 instituições, como museus e espaços científicos de várias regiões do país – veja a programação completa da 64ª Reunião Anual da SBPC.

Saiba tudo sobre a 64ª Reunião Anual da SBPC

Participantes do projeto poderão captar vários saberes por meio do laboratório de “Manguezais” e conhecer os experimentos do laboratório “Ilha da Ciência”, além do projeto “Abelhas”, sob a coordenação do professor curso de Biologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Maurício Bezerra.

O ”Circo da Ciência” recebeu esse nome desde sua primeira edição, durante a 55ª SBPC, em Recife (PE), na qual foi montada uma tenda com atividades da Abcmc. Pelo visual da tenda, os participantes foram chamando o espaço de “circo da ciência” e, então, o nome acabou sendo adotado.