Com informações da Agência Senado

Infrações relacionadas ao meio eletrônico como invadir computadores, violar dados de usuários ou derrubar sites estão mais perto de se tornarem crimes. Foi aprovado no Senado, nessa quarta-feira (31), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 35/2012, que altera o Código Penal (Decreto-Lei nº 2.848/1940) para tipificar como crime uma série de delitos cibernéticos. O projeto havia sido aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) do Senado em agosto mas, por falta de consenso, só agora foi a votação em plenário. Como recebeu emendas na Casa, a matéria segue para revisão da Câmara dos Deputados.
De autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), a proposta torna crime a violação indevida de equipamentos e sistemas conectados ou não à rede de computadores, com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização do titular, ou ainda para instalar vulnerabilidades. Os crimes menos graves, como “invasão de dispositivo informático”, podem ser punidos com prisão de três meses a um ano, além de multa. Condutas mais danosas, como obter pela invasão conteúdo de “comunicações eletrônicas privadas, segredos comerciais ou industriais, informações sigilosas” podem ter pena de três meses a dois anos de prisão, além de multa. O mesmo ocorre se o delito envolver a divulgação, comercialização ou transmissão a terceiros, por meio de venda ou repasse gratuito, do material obtido com a invasão.
Código Penal
A falta de consenso para aprovação do PLC nº 35/2012 no Senado teve mais a ver com forma do que com conteúdo. Os senadores reconheciam a importância de se criar no Código Penal a figura do crime cibernético, mas alguns parlamentares defendiam que a mudança na lei deveria fazer parte do projeto de revisão do Código Penal (PLS nº 236/2012), em análise na Casa, e não constar de uma proposta específica. A preocupação dos integrantes da comissão especial que analisa a proposta de novo Código Penal era de que, com a votação de projetos isolados, a proposta de reforma ficasse esvaziada.
O argumento para dar aos crimes cibernéticos tratamento distinto das demais mudanças a serem feitas no Código Penal é de que, neste caso, há grande urgência. A população, segundo os senadores favoráveis ao projeto, não pode mais continuar desprotegida devido a uma lacuna na legislação.


Pela sétima vez, a operadora de telefonia móvel TIM participa da “Mostra PUC”, maior feira de recrutamento de estagiários e trainees do Brasil, que terá a sua 15ª edição realizada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro entre os dias 7 e 10 de agosto. Em seu estande, a operadora divulgará os programas “Estágio Sem Fronteiras” e programa “Trainee – Talentos Sem Fronteiras”, que contam com mais de 120 vagas disponíveis em diversos Estados do Brasil.