Beneficiário que participar de curso não perde benefício social

Com informações do MDS

SÃO LUÍS – Beneficiários dos programas “Bolsa Família” e do “Benefício de Prestação Continuada” (BPC) e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) podem participar de programas de qualificação e capacitação técnico profissional oferecidos pelo governo federal sem perder o benefício. Uma vez que a pessoa consiga um emprego e passe a ter uma renda per capita superior a R$ 140 por família, ela continuará integrada no Cadastro Único. Em alguma situação em que perder sua condição econômica, poderá receber novamente o benefício.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) está integrado à estratégia do plano “Brasil Sem Miséria”, que tem como meta erradicar a pobreza no país. É uma parceria entre os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e da Educação (MEC). As prefeituras são mobilizadas e os cursos executados pelos serviços nacionais de Aprendizagem Comercial (Senac) e Aprendizagem Industrial (Senai) e as instituições federais de educação profissional e tecnológica. Um milhão de vagas serão abertas até o final de 2014.

Estudo feito por cientistas britânicos relaciona Internet e a depressão

SÃO LUÍS – Um estudo feito por cientistas da University of Leeds, no Reino Unido, revela que pessoas que passam muito tempo navegando pela Internet têm maior risco de apresentar sintomas de depressão. A pesquisa analisou o fenômeno de usuários que têm desenvolvido uso compulsivo da Web, substituindo a interação social pelo mundo virtual, em redes sociais, salas de bate-papo ou em outros serviços.

A Internet ocupa, hoje, parte importante na vida moderna, mas seus benefícios são acompanhados por um lado negro. Enquanto a maioria usa a rede mundial para se informar, pagar contas, fazer compras e trocar e-mails, há uma pequena parcela dos usuários que acha difícil controlar o tempo gasto on-line. Isso ao ponto em que tal hábito passa a interferir em suas atividades diárias - afirma Catriona Morrison, um dos autores do estudo.

De acordo com a pesquisa – que examinou 1.319 pessoas com idades entre 16 e 61 anos -, os “viciados” passam, proporcionalmente, mais tempo em comunidades virtuais e em sites pornográficos e de jogos,  em comparação à maioria dos usuários. Os pesquisadores verificaram que esse grupo tem incidência maior de depressão.

Do total, 1,2% dos usuários foi considerado “viciado” e, em sua maioria, são jovens, com média de 21 anos. Apesar de ser uma pequena parte do total de entrevistados, o número de internautas nessa categoria tem crescido, segundo os pesquisadores.

Os cientistas, no entanto, não conseguiram chegar a uma conclusão sobre qual a ordem dos sintomas que deram origem ao estudo.

Nossa pesquisa indica que o uso excessivo da Internet está associado com depressão, mas o que não sabemos é o que vem primeiro. As pessoas depressivas são atraídas pela Internet ou é o uso da rede que causa depressão? - questiona Catriona.

A pesquisa, intitulada The relationship between excessive internet use and depression, será publicada na edição da próxima quarta-feira (10) da revista Psychopathology.

Jornada amplia acesso de acadêmicos às novas tecnologias

Foi iniciada ontem (2), pela Faculdade São Luís, a I Jornada de Inclusão Digital. A iniciativa é das coordenações do curso de Comunicação Social e do Centro de Recursos de Tecnologia da Informação (CRTI) da instituição. No primeiro dia do evento, foi realizada a palestra “A importância da inclusão digital para as atividades de base: o caso do Estaleiro Escola, do Maranhão”, ministrada pelo diretor do Centro Vocacional Tecnológico do Estaleiro Escola e professor da Faculdade São Luís, Phelipe Andrés.

A proposta do evento é incluir colaboradores e alunos da instituição de ensino na Era das novas tecnologias. O supervisor de CRTI da Faculdade São Luis, Antonio Reis, identificou que alguns colaboradores da instituição e acadêmicos beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) não tinham conhecimentos básicos da informática.

“Recente eu descobri que a maioria dos nossos colaboradores de baixa renda voltaram a estudar. Nós temos alunos do ProUni que também não têm esse acesso. Alguns alunos que realmente nunca tocaram em um computador. Se você pede para que eles façam algo no computador, eles não sabem, até têm medo de tocar no computador, justamente por não ter essa aproximação”, afirmou.

Mais que um compromisso de inclusão digital, a iniciativa pretende ter um impacto ambiental positivo: o supervisor Antonio Reis afirma que, em breve, a troca de informações dentro da Faculdade São Luís será toda virtual, dispensando o uso de papel.

Segundo a coordenadora do curso de Comunicação Social da Faculdade São Luís, Luiziane Saraiva, a intenção é de dar continuidade, nos próximos anos, a este projeto de inclusão digital, que faz parte do Programa de Responsabilidade Social da instituição. “Só para dar início ao projeto, a gente decidiu que iríamos contemplar os alunos e os colaboradores da base, que não têm acesso a essas informações com facilidade. Mas a nossa proposta é ampliar depois. A partir do semestre que vem nós faremos uma série de ações voltadas para a inclusão digital”, declarou.

Hoje (3), serão ministrados cursos básicos e avançados de introdução à Informática, que incluem introdução às ferramentas de e-mail, Photoshop CS4 e elaboração de projetos. Em outra ação, os colaboradores da Faculdade São Luís vão fazer uma visita à Vale para conhecer o simulador de trem da mineradora, um dos mais modernos do mundo.