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Orçamento de 2013 traz nova perspectiva para fundos setoriais, garante MCTI

Com informações do MCTI

Com R$ 4,5 bilhões de orçamento previsto para 2013, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) simboliza o ânimo renovado do setor. “Estamos bem providos na nossa capacidade de investir. Por isso, assumi um compromisso com a presidenta Dilma Rousseff de que vamos apresentar projetos realmente impactantes para o país e para a sociedade”, disse o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, no “Seminário Integrado dos Fundos Setoriais”, realizado nessa terça-feira (25), no auditório do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília. O evento termina nesta quarta-feira (26)

Criados em 1999 para garantir investimentos sólidos em pesquisa de diversas áreas, os 15 fundos setoriais são administrados por comitês gestores coordenados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com participação de agências reguladoras, comunidade científica e iniciativa privada. Segundo Raupp, o próximo ano deve repetir 2010, quando não houve contingenciamento no FNDCT. Já o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias, recordou que a crise internacional conteve os recursos destinados à área em 2011 e 2012. “Vários setores empresariais receberam desonerações necessárias e importantes e, para fechar essa equação, o governo teve que ajustar suas contas públicas”, explicou Elias. “Em 2010 operamos R$ 3,3 bilhões, sem contingenciamento. O que se arrecadou se concedeu. Isso vai se repetir em 2013. Inclusive, se a arrecadação ultrapassar o valor (de R$ 4,5 bilhões), o acréscimo será incorporado para as vias do FNDCT”.

Editais

Diante da nova perspectiva, o ministro recomendou ao CNPq e à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que lancem novos editais em dezembro de 2012. O presidente da Finep, Glauco Arbix, apontou para a necessidade de lançar todos os editais até o primeiro trimestre do ano que vem. “Se a gente fizer isso, teremos um avanço gigantesco nas atividades a desenvolver, porque vamos poder desembolsar os recursos ainda em 2013, com relativa tranquilidade”, avalia.

Lançado edital para viabilizar implementação de parque tecnológico no Maranhão

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) e Universidade Virtual do Maranhão (Univima) lançaram, nesta semana, edital do “Programa de Suporte à Implantação de Ações Estratégicas em Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação no Estado do Maranhão”. O objetivo é dar apoio para a concepção, conceituação, quantificação e viabilização do primeiro parque tecnológico do Estado, elaborando um plano de negócios específico, cronograma e parcerias, com recursos que chegam a R$ 1,6 milhão.

Os parques tecnológicos concentram empresas e instituições associadas, criando um ambiente favorável à inovação tecnológica. Segundo a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), existem 94 iniciativas de parques tecnológicos no país. Destes, 28 estão em operação.

Podem concorrer a bolsas – que variam de R$ 1.072 a R$ 4 mil – graduados em Engenharia Elétrica, Civil, da Computação ou Ciência da Computação, Economia e técnicos em Edificações, Informática e Administração.

Inscrições em concurso da carreira de desenvolvimento tecnológico do Inpe vão até dia 9

No âmbito da carreira de desenvolvimento tecnológico, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) recebe, até o dia 9 de agosto, as inscrições ao concurso público que oferece 22 vagas em cargos de nível superior (tecnologistas) e 40 vagas em cargos de nível médio (técnicos). As oportunidades são para São José dos Campos (SP), Cachoeira Paulista (SP), Cuiabá (MT) e Alcântara (MA), sendo que as inscrições devem ser feitas nas unidades do Inpe a que se destinam as vagas. Para as vagas em Alcântara, os interessados devem se inscrever na rua Horto Florestal, nº 100 F, Cruzeiro, Santa Bárbara, em São Luís. As provas para os candidados interessados nas vagas em Alcântara – previstas para o dia 16 de setembro – ocorrem, também, em São Luís. Os interessados devem consultar a página do concurso da carreira de desenvolvimento tecnológico.

Todas as informações sobre cronograma, descrição completa das vagas, remuneração, requisitos para concorrer aos cargos, conteúdo programático, normas e procedimentos do concurso público do Inpe podem ser acessadas a partir do endereço http://www.inpe.br/gestao/anuncios_oportunidades/concurso/2012/index.php.

Estudantes do ITA visitam o Centro de Lançamento de Alcântara

Com informações da FAB

O Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) recebeu a visita de 32 estudantes do primeiro e segundo anos profissionais do curso de Engenharia Civil do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Acompanharam os futuros engenheiros, o tenente-coronel especialista em Comunicações Francisco Antonio Ramos de Araujo e os professores Eugênio Vertamatti e Marcelo de Julio, ambos instrutores do curso. Na visita, os estudantes puderam desenvolver trabalho de campo na pista de pousos e decolagens do CLA, atualmente em obras de recapeamento. Sob orientação dos instrutores realizaram a aferição de resistência do solo e estiveram nas galerias pluviométricas subterrâneas recentemente construídas nos arredores da pista. Ainda pela manhã, acompanharam o trabalho de recuperação feito em uma antiga voçoroca. Voçoroca é uma erosão que forma crateras de profundidades variadas. A voçoroca recuperada possuía seis metros de profundidade e ficava em torno do rio Pepital.

Durante a tarde, em palestra ministrada pelo major-intendente Roberto Sérgio do Nascimento Pinheiro, chefe da Divisão Administrativa do CLA, os estudantes e instrutores puderam conhecer mais a respeito do Centro e do Programa Espacial Brasileiro. Em seguida, foi realizada uma simulação de lançamento de foguete no auditório da Sala de Controle, onde acompanharam todos os detalhes seguidos na preparação até o lançamento e posterior rastreio do veículo lançado. Na programação, checaram as obras da Alcantara Cyclone Space (ACS) e obtiveram informações sobre o empreendimento binacional brasileiro-ucraniano. O projeto visa construir um sítio de lançamento para colocar em atividade o foguete Cyclone-4 que colocará satélites em órbita a partir de Alcântara nos próximos anos. As atividades foram encerradas passando pelo Setor de Preparação e Lançamento do CLA. Lá a comitiva do ITA teve contato com veículos reais, o Foguete de Treinamento Básico (FTB) e o Foguete de Treinamento Intermediário (FTI) ambos em operação tanto no CLA quanto no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) e com a Torre Móvel de Integração (TMI), de onde será lançado o Veículo Lançador de Satélites (VLS).

A visita faz parte do roteiro de viagem de instrução que os alunos do curso de Engenharia Civil do ITA realizam todo ano visando aperfeiçoamento na área de infraestrutura. Além do CLA, os visitantes, também, estiveram na Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (Comara) e na Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Pará.

Empresas querem adiar a inclusão de recurso tecnológico que permite interatividade na TV digital

Sabrina Craide, da Agência Brasil

BRASÍLIA – Os fabricantes de televisores do país estão negociando com o governo federal o adiamento da obrigatoriedade da inclusão do Ginga, uma ferramenta que permite a interatividade na TV digital brasileira, nos aparelhos produzidos no país. Hoje (1º), o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, esteve com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, pedindo que a medida só entre em vigor a partir de outubro.

Segundo o representante das empresas, os testes que estão sendo realizados para avaliar o funcionamento do software só ficam prontos no dia 30 de setembro, o que inviabiliza a inclusão do Ginga nos televisores antes desse prazo. O programa, que é um software livre nacional, possibilita que o telespectador consulte informações sobre a programação, faça compras e acesse dados bancários pela televisão.

A proposta da indústria é incluir o Ginga a partir de outubro em 10% dos televisores conectados, ou seja, nos aparelhos que já estão preparados para receber o sinal digital. O percentual subiria para 50% no ano que vem e para 95% em 2014, ano da Copa do Mundo.

O governo apresentou inicialmente uma proposta de incluir o Ginga no Processo Produtivo Básico (PPB) para pelo menos 75% de todos os televisores com tela de cristal líquido a partir deste ano, mas esse percentual ainda está sendo debatido. A ideia do governo é que o software seja incluído nos televisores a partir de junho.

Outro argumento das fabricantes de televisores para adiar a inclusão do Ginga nos aparelhos é que o sinal digital ainda não está presente em todos os municípios brasileiros. “Hoje 48% da população recebem sinal digital. É inócuo fazer 100% (a inclusão do Ginga), cobrar um dinheiro a mais de quem, ainda, não recebe o sinal”, diz Kiçula. Segundo ele, a inclusão do software deverá encarecer em cerca de R$ 200 o preço dos aparelhos.

Kiçula disse que a associação não quer brigar com o governo, mas, se a obrigação da implantação do Ginga for determinada antes de outubro, poderá haver recurso na Justiça para que as empresas não sejam impedidas de fabricar os televisores sem o software. “Se o sistema não estiver aprovado, não poderemos fazer, e as empresas podem ser obrigadas a parar a produção porque não estarão cumprindo o PPB”, disse.