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“Ação Global” ocorre neste sábado na Cidade Universitária


O Serviço Social da Indústria (Sesi) e a TV Mirante, emissora afiliada Rede Globo no Maranhão, realizam, neste sábado (5), a 19ª edição da “Ação Global” em São Luís. O evento, que deve atender gratuitamente 50 mil pessoas, ocorre, pela primeira vez, na região do Itaqui-Bacanga, e tem como tema “A valorização dos parceiros e sua contribuição para o evento” e subtema “Eu faço ‘Ação Global’ o ano inteiro”. Serão oferecidos 132 serviços nas áreas de cidadania, saúde preventiva, educação, esporte e lazer, além do casamento comunitário, que não era realizado desde a edição de 2008.

“A ‘Ação Global’ toma um ‘corpo’ nas vésperas do evento. Então, é a montagem, é a chegada dos parceiros, o envolvimento da comunidade, etc. O que foi possível, dentro do planejamento, aconteceu”, afirma a superintendente do Sesi no Maranhão, Andréia Marão.

A mudança de local, da região do Tibiri – na rodovia BR-135 – para a Cidade Universitária da UFMA – na avenida dos Portugueses, no Itaqui-Bacanga –, decorreu de uma pesquisa feita pelo Sesi que apontou uma grande necessidade da população da região por um evento do gênero. O evento conta com 113 empresas parceiras.

Até sábado, entidades e empresas que ainda desejam ser parceiras do evento devem procurar a Coordenação-Geral da “Ação Global”, por meio do telefone (98) 2109-1828. Os voluntários, devem procurar algumas das entidades e empresas parceiras, para que possam receber as orientações e treinamentos necessários. “Quanto mais voluntários e empresas interessadas em participar, melhor”, finaliza a superintendente.

Foto ARQUIVO/MARCELLO CASAL JR./ABr

Justiça atua no combate ao trabalho escravo no Maranhão


Nesta terça-feira (1º), comemora-se o “Dia do Trabalhador“. A data, historicamente, começou a ser comemorada em 1886, após uma manifestação realizada por trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, com o objetivo de reivindicar a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. Em 1919, o Senado da França reconheceu a jornada de oito horas e proclamou o dia 1º de maio feriado nacional. Em 1920, a Rússia, também, adotou o “1º de Maio” como feriado. No Brasil, o “Dia do Trabalhador” é celebrado desde 1895, e virou feriado nacional em 1925, por um decreto do, então, presidente Artur Bernardes.

De acordo com o juiz do Trabalho, Bruno Motejunas, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 16ª região, que abrange o Maranhão, há o que se comemorar, já que o trabalhador conquistou o reconhecimento, pela Constituição Federal, do seu direito fundamental. Iniciativas como “Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho” (Canpat), realizada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), e a “Semana Nacional da Execução Trabalhista”, que ocorrerá entre os dias 11 e 15 de junho, promovida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), segundo o magistrado, valorizam os trabalhadores. “O movimento visa acabar com um dos grandes gargalos da Justiça do Trabalho, a execução. Ao longo do processo, o trâmite é rápido, mas na hora que chega à execução, muitas vezes, você encontra dificuldades, porque você não localiza o devedor, não localiza bens do devedor para garantir o crédito”, afirma Bruno Motejunas. Ele destaca que o objetivo da “Semana Nacional da Execução Trabalhista” é a busca da conciliação e celeridade da execução.

Direitos do trabalhador

Segundo o juiz, os trabalhadores devem acionar os sindicatos, Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho para a garantia de seus direitos fundamentais. “Qualquer trabalhador que se sinta lesado pode procurar uma Vara do Trabalho mais próxima à sua localidade e entrar, ainda que sem advogado, com uma ação trabalhista, pleiteando seu direito. Seja porque não recebeu décimo terceiro salário, férias, aviso prévio, seja porque foi humilhado, seja porque foi explorado, etc.”, finaliza.

Trabalho escravo

O Maranhão, no entanto, não tem muito o que comemorar no que se refere ao trabalho escravo. De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Estado lidera o ranking de trabalho escravo no Brasil. De acordo com a “lista suja” elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), 23 nomes de empregadores, pessoas físicas e jurídicas, flagrados explorando mão de obra análoga à escrava no país. O juiz Bruno Motejunas esclarece a diferença entre “trabalho escravo”, quando há restrição à liberdade do trabalhador, e “condições análogas ao trabalho escravo”, quando não são garantidas as condições mínimas de dignidade dos trabalhadores.

A Justiça do Trabalho, segundo o magistrado, tem se empenhado no combate ao trabalho escravo. “A Justiça do Trabalho do Maranhão, em consonância com o Tribunal Superior do Trabalho, assumiu o compromisso de combater essa chaga social. O TRT faz parte do Gaete (Grupo de Articulação Interinstitucional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo). Esse é um grupo que visa, de forma articulada, estabelecer metas e ações para combater o trabalho escravo”, finaliza.

Foto GLAUBER QUEIRÓZ/AGÊNCIA CNI

Corrida marca programação no “Dia do Trabalhador”


Foi realizada, nesta manhã de terça-feira (1º), em que se comemora o “Dia do Trabalhador“, em São Luís, mais uma edição da “Corrida do Trabalhador”, realizada pelo Serviço Social da Indústria (Sesi). Pelo menos 1,2 mil pessoas se inscreveram na corrida. Além das atividades desportivas, destinadas aos trabalhadores da indústria e à população em geral, o Sesi realizou, paralelamente, uma programação com atividades culturais, recreação infantil e shows com bandas no Sesi Clube, no Araçagi.

A superintendente do Sesi no Maranhão, Andréia Marão, destacou a importância da programação para os servidores da indústria. “A festa é preparada especialmente para o trabalhador, no Dia do Trabalho. A importância, para o Sesi, é estar estimulando a qualidade de vida do trabalhador. O bem-estar físico do trabalhador proporciona qualquer outro resultado positivo. Então, nós do Sesi trabalhamos com essa intenção: de promover a qualidade de vida do trabalhador, para que a indústria maranhense tenha o melhor resultado”, diz.

A superintendente destaca, ainda, que mesmo que não sirva de classificação para outras provas, a “Corrida do Trabalhador” reúne atletas da indústria que competem nacionalmente. A maior premiação é de R$ 2 mil.